Tata Amaral na estreia de “Sequestro Relâmpago”

Sessão especial aconteceu no Jardim Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo – onde Tata Amaral gravou parte das sequências do filme –, na quadra da EMEF General de Gaulle, no último sábado, 24/11.

Estreia com pipoca

O CineB teve uma noite de gala no sábado, 24/11, ao levar, pela primeira vez, uma sessão ao Jardim Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo, com direito a tapete vermelho e a presença de parte do elenco e produção do longa-metragem “Sequestro Relâmpago”, dirigido por Tata Amaral. O filme entrou no circuito de exibição do projeto ao mesmo tempo que no circuito comercial.

O novo longa da cineasta é baseado em uma história real e tem como protagonista Isabel (Marina Ruy Barbosa), uma jovem que acaba sendo levada por Matheus (Sidney Santiago) e Japonês (Daniel Rocha) depois de beber com os amigos em um bar. O que deveria ser um assalto se torna um sequestro relâmpago depois que eles não conseguem tirar dinheiro da conta da menina. Com ela até a manhã seguinte, eles andam por São Paulo e planejam o que fazer com as horas que têm pela frente.

O coordenador do CineB Cidálio Vieira Santos e parte da produção do filme “Sequestro Relâmpago”.

A sessão foi organizada por Ivonete Pereira de Almeida, Preta, líder da comunidade há mais de 15 anos, na Quadra da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) General de Gaulle. Preta também colaborou com a produção do filme, que teve várias sequências gravadas nas ruas e em um bar na comunidade, além de contar com vários moradores como atores extras nas sequências do bairro. “Foi um orgulho muito grande a Tata escolher nossa comunidade para fazer o filme. Eu trabalhei orientando os moradores para não atrapalhar o trabalho deles”, destaca.

Tata Amaral chegou cedo para a sessão, bem antes que boa parte dos moradores, acompanhada de parte da equipe de produção do filme: “Desde Antonia, todos os meus filmes têm pré-estreia no CineB. Eu sou admiradora do projeto que leva cinema para lugares onde não têm salas de cinema. E permite que as pessoas tenham a experiência do cinema, às vezes pela primeira vez. Então é um prazer muito grande, vida longa ao CineB”, comentou pouco antes da exibição do filme.

Gislaine Costa, inspetora da E.E. General de Gaulle e Preta, líder comunitária no Jardim Ibirapuera.

Parte dos figurantes do filme que moram no bairro estavam presentes à estreia. Neusa Maria da Silva, Carlos Alberto dos Santos e Jailton Meire dos Santos, o Chalita, assistiram pela primeira vez o longa na quadra da escola e se emocionaram com o que viram. Quando, lá pela metade do filme, apareceu a primeira imagem do morro do Jardim Ibirapuera, que fica às margens do Rio Pinheiros, próximo à Santo Amaro, o público a reconheceu, com aplausos e muito burburinho, e veio abaixo com a longa sequência de imagens das ruas do bairro, do bar e da vista que se tem de lá da cidade de São Paulo.

A dona de casa Neusa Maria, o pizzaiolo Carlos Alberto dos Santos e Chalita, figurantes do filme.

As mais de 120 pessoas que estavam na sessão não arredaram o pé até o final do filme e uma boa parte acompanhou o debate que reuniu além da Tata Amaral, Preta, os atores figurantes da comunidade, o montador do filme, Rodrigo Menicucci, o ator Chê Moais, o foto still/making off do filme Cadu Silva, a produtora de lançamento, Juliana Lira, e a inspetora da escola, Gislaine Costa.

A cineasta Tata Amaral no tapete vermelho.

Fagner da Silva Oliveira, morador do bairro e gerente de um centro automotivo era um dos que estava “ligado” no debate. Ele contou que fez testes para o filme, não foi selecionado, mas acompanhou as gravações. “Nas horas vagas eu procuro fazer arte. Não conhecia a Tata, foi a primeira vez que eu tive contato com eles”, confessou, o rapaz, que recentemente atuou como figurante na minissérie Hebe Camargo, que vai ao ar em 2019. “Sempre que eu posso eu estou no meio da arte”, destacou.

O Ator Tchê Moraes incentivou, no debate, as possibilidades que os adolescentes e jovens têm, hoje, para fazer cinema. ”Eu me sinto muito feliz de estar na comunidade, porque a democratização do cinema na periferia, trazendo o cinema, fomentando o cinema, possa mostrar para cada adolescente que tem seu celular, que filma seu passinho, que filma a sua cena de comédia, que isso já é cinema, e se sinta empolgado e mais presente nessa arte”, destacou.

O debate, ao final da sessão.

A atriz Bruna Oliveira, de Osasco, que participou de vários debates quando o CineB exibiu “Tudo que Aprendemos Juntos”, em 2016, prestigiou a sessão. “Minha vida é respirar arte. Hoje eu vim prestigiar o pessoal, conheço o Chê, que fez o filme “Scape from Brazil” comigo, que será lançado em 2019, a Tata, e é muito gostoso acompanhar o projeto CineB, sempre trazendo cinema para a comunidade”, elogia.

O CineB Solar é um circuito alternativo de exibição que, desde 2007, leva cinema brasileiro para várias regiões da cidade. O projeto, que agora passa a se chamar CineB Solar quando estiver nas comunidades por utilizar energia solar para exibir os filmes, já contabiliza um público superior a 60 mil pessoas em mais de 480 sessões gratuitas em comunidades, escolas e universidades de São Paulo. Já foram exibidos na tela do CineB mais de 116 longas metragens e 73 curtas metragens.

CineB No Jardim Ibirapuera

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One comment

  1. Boa tarde!
    Caro leitor, Referente a noite de gala no sábado, 24/11. Momentos perfeitos que deixaram um gostinho de quero mais, momentos que ficaram marcados, somos seres carregados de emoções e muito de nosso bem estar está intimamente ligado com o modo como lidamos com nossos sentimentos, como nos posicionamos em relação a eles e quais atitudes tomamos em determinadas circunstâncias.
    No meu caso tomei a atitude de ficar de pé no fundo da sessão, onde vi que ali se encontravam o elenco principal do filme, e essa minha atitude me fez com que eu me mostrasse e mostrasse quem eu sou, como recompensa tive novas amizades que num futuro mais próximo se transformarão em oportunidades, quero deixar meu agradecimento a equipe do cineB. Em “especial” O coordenador Cidálio Vieira Santos .

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